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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

VERDES PREOCUPADOS COM CENSURA NO TEATRO EM SANTARÉM

VERDES PREOCUPADOS COM CENSURA NO TEATRO EM SANTARÉM


O Coletivo dos Verdes de Santarém, tendo tomado conhecimento das notícias, de que já se fez eco nacional, das declarações da Sra. Vereadora do PSD, com o Pelouro da Cultura, Inês Barroso, relativamente à programação do Teatro Municipal Sá da Bandeira em Santarém e a uma produção teatral em concreto, lamenta profundamente tais factos.

A Câmara Municipal de Santarém pode e deve ter opinião sobre a programação de um equipamento cultural municipal, sobre a forma da sua gestão, sobre os objetivos traçados, sobre os públicos a atingir e produtores culturais, profissionais ou amadores, com quem trabalhar e colaborar.

Mas a Câmara Municipal de Santarém não deve, nem pode, pretender exercer censura prévia ou a posteriori sobre a natureza das produções culturais. A liberdade de expressão e de produção cultural (liberdades fundamentais constitucionalmente consagradas) não podem, repete-se, não podem, ser violadas sob quaisquer argumentos ou fundamentações de “bom gosto”, de pretensa “decência” ou de crítica de alguns (ou mesmo muitos) munícipes que com as mesmas não concordem.

A Câmara Municipal de Santarém não deve igualmente pretender qualificar uma determinada produção cultural ou, pior que isso, pretender justificar decisões políticas ou atos administrativos recorrendo ao inaceitável, inqualificável e perigoso argumento do uso de nudez ou de “palavrões”, ou de “bombardeamento de queixas” de outros munícipes. A nudez por si só não deve ser ofensiva para ninguém, sem prejuízo de diferentes sensibilidades. Os espetáculos não agradam a todas as pessoas que são livres de se levantar e sair da sala. O uso de palavrões, podendo chocar igualmente (e por vezes é isso mesmo que se espera das manifestações artísticas: que choquem, que não deixem os espectadores indiferentes) algumas pessoas, não pode, por si só, ser considerado ofensivo ou determinar se certa produção é boa ou má, se tem qualidade ou não para fazer parte da programação do teatro municipal. Mesmo que, num momento mais irrefletido, se tenha recorrido a esses argumentos, é ainda lamentável que não se saiba reconhecer o erro e corrigir as declarações.

Naturalmente que o direito à opinião, à crítica, à qualificação da eventualmente baixa (ou mesmo nula) qualidade artística das produções culturais, bem como à decisão de adquirir ou não determinada produção cultural, existe igualmente, é inalienável e deve ser exercida, e é nesses termos que a gestão de um teatro municipal deverá decorrer: com opinião crítica e sustentada em argumentos de qualidade, e não em preconceitos, mas também ciente do orçamento disponibilizado pela autarquia e da abrangência de produções que o mesmo admite.

Os Verdes consideram igualmente desaconselhável que a gestão e programação regular do Teatro Municipal se faça diretamente pelo Executivo Municipal, considerando que a mesma deve ser feita por uma pessoa ou equipa com formação, currículo e dedicada a tempo inteiro a essa tarefa, mediante um “caderno de encargos” e critérios ou objetivos latos que podem ser eventualmente definidos politicamente, mas sem interferência permanente do poder político ou de uma Comissão de Censura ou Bom Gosto, de que ninguém tem o exclusivo.

Sem prejuízo da avaliação global que se faça (e com toda a legitimidade que se tenha para o fazer!) a um dado período de gestão e programação do Teatro Municipal, ou das decisões que se tomem quanto ao seu futuro, que aqui não estão em causa, o que não se pode aceitar, em silêncio, a bem da higiene democrática, é que se recorra, para justificar essas decisões, a critérios altamente redutores, pseudo-moralistas, bafientos, anti-democráticos e ofensivos da liberdade que, aliás, se passa a vida a querer associar (e bem!) à nossa Cidade.

O Partido Ecologista Os Verdes
 Lisboa, 15 de janeiro de 2018

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Distrito de Santarém VERDES RECOLHEM ASSINATURAS DE POSTAIS PARA ENCERRAR ALMARAZ



VERDES RECOLHEM ASSINATURAS DE POSTAIS PARA ENCERRAR ALMARAZ 

Na próxima 2.ª Feira, dia 24 de abril, em Constância e Salvaterra de Magos Os Verdes irão recolher assinaturas com vista ao encerramento da Central Nuclear de Almaraz, inserido na Campanha lançada pelo PEV, no passado dia 9 de março, em todas as capitais dos distritos ribeirinhos do Tejo, nomeadamente em Santarém.

Esta iniciativa visa dar oportunidade aos portugueses, nomeadamente à população que em caso de acidente seria a mais atingida, isto é a população dos concelhos fronteiriços e ribeirinhos do Tejo, de afirmar a sua vontade de que a Central Nuclear de Almaraz seja encerrada, subscrevendo um apelo nesse sentido.

Este apelo dirigido ao 1.º Ministro Português e ao Presidente do Governo Espanhol é expressado através da assinatura de dois postais que se anexa, conta já com mais de 4 milhares de assinaturas.

Segunda - feira, dia 24 de abril os Verdes vão estar:

13h30 – Constância

Zona Ribeirinha – junto ao Anfiteatro dos Rios virado ao Tejo;

17h30 – Salvaterra de Magos

Junto à “Cabana dos Parodiantes” – Av. Dr. Roberto Ferreira Fonseca, 30

O Partido Ecologista “Os Verdes”
21 de abril de 2017


segunda-feira, 20 de março de 2017

Dia Mundial das Florestas




Comemora-se amanhã, mais um Dia Mundial das Florestas, mas para Os Verdes Portugal tem poucas razões para comemorar!

Perdemos área florestal (somos segundo a FAO, o único país da Europa que perdeu  área líquida de floresta) e empobrecemos na diversidade e no património florestal, como nas múltiplas funções que a floresta presta à vida, sejam elas a nível ecológico (biodiversidade, solos, águas), climático, social ou  económico.

Os incêndios de 2016, com mais de 160 mil hectares de área ardida, o valor mais elevado desde 2006, voltaram a demonstrar, inequivocamente, quanto a política florestal seguida ao longo destes anos, que permitiu e incentivou a eucaliptização do país (espécie que mais cresceu em Portugal e que ocupa a maior área florestada), constitui um verdadeiro rastilho que verão após verão, deixa o país sob ameaça das chamas.

Chegou o momento de dizer BASTA DE EUCALIPTOS

A “Reforma da Floresta” tão propagandeada pelo atual Governo, só merecerá esse nome se tiver a coragem de travar a expansão do eucalipto e promover e incentivar a plantação das nossas espécies.

Foi isso que Os Verdes negociaram com o PS, nas conversações conjuntas que decorreram deste novo quadro parlamentar.

É isso que agora Os Verdes querem que seja efetivamente e urgentemente concretizado.

A floresta portuguesa, o ambiente e a segurança dos cidadãos não podem continuar reféns dos grandes interesses económicos ligados à indústria da celulose.

Os próprios produtores florestais, muitos deles nomeadamente os pequenos, vêem-se reféns destes interesses e são os primeiros a ver os seus investimentos consumidos pelas chamas.

Exige-se que a política florestal resguarde o interesse público, garantindo as diversas funções da floresta, designadamente a nível ambiental, social, mas também a nível económico.

As celuloses não são o único sector económico ligado às florestas, temos o sector da cortiça (Portugal é o maior transformador de cortiça a nível mundial), dos móveis, da energia, e tantos outros. As celuloses não podem definir a política florestal portuguesa.

Chegou o momento de PROMOVER E APOIAR A NOSSA FLORESTA!
Uma floresta diversificada, na qual prevalecem as espécies endógenas apropriadas a cada região do país.

Durante o dia de amanhã, Os Verdes promoverão ações de contacto com a população à volta da Floresta Portuguesa, nomeadamente em Lisboa, Porto, Braga e Santarém, onde reafirmarão o NÃO À EUCALIPTIZAÇÂO!

O Partido Ecologista “Os Verdes”
20 de março de 2017

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Conversa Ecologista "O -A- De Ambiente na Constituição da República Portuguesa", dia 20 de janeiro


Santarém
 Sexta - feira - 20 de janeiro
– Conversa Ecologista –
"O -A- De Ambiente na Constituição da República Portuguesa"


"Os Verdes" estão a promover um conjunto de iniciativas que visa dar a conhecer aos cidadãos, o direito ao Ambiente e ao Desenvolvimento Sustentável, expresso na Lei Mãe da Democracia Portuguesa desde a sua 1.ª versão em 1976.
 
O direito a um ambiente sadio e ecologicamente equilibrado, previsto no Art.º. 66.º, a um ordenamento do território equilibrado que visa a sustentabilidade e a equidade territorial, à defesa da proteção da Natureza e dos recursos naturais, à conservação e valorização do património cultural, à promoção de um desenvolvimento sustentável, são algumas das questões que "Os Verdes" querem dar a conhecer e sobre as quais querem aprofundar o debate com os cidadãos.
 
Nesse sentido, vimos convidar os senhores e senhoras jornalistas para a “Conversa Ecologista ” que vamos realizar sobre esta matéria, em simultâneo com a Inauguração de uma exposição de cartoons, na próxima sexta-feira, às 21 horas, na Sala de Leitura Bernardo Santareno, em Santarém, com a participação de Francisco Madeira Lopes e Manuela Cunha, Membros da Comissão Executiva Nacional do PEV e do arquiteto Telmo Quadros, autor da exposição, que intervirá sobre o papel dos cartoons como forma de intervenção, sensibilização e alerta para os problemas ambientais.


O Partido Ecologista “Os Verdes”
16 de Janeiro de 2017

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O coletivo do PEV de Santarém visitou área ardida no concelho de Coruche

Dirigentes e ativistas do PEV reuniram com os Bombeiros Municipais de Coruche e com o Executivo da Junta de Freguesia do Couço, para conhecimento dos factos sobre o incêndio, que ocorreu no final do mês passado, em Vale de Sobreiras, consumindo perto de 500 hectares de floresta e matos.














quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Verdes atentos aos Incêndios no Distrito de Santarém




O Partido Ecologista Os Verdes e o seu Coletivo Regional têm acompanhado atentamente os incêndios no distrito de Santarém e iniciam amanhã a primeira de um conjunto de visitas pelas zonas afetadas do distrito.

Sublinhamos que o distrito de Santarém era o que apresentava, aquando do balanço do 1.º período da fase “Charlie” (1 de julho a 30 de setembro) do DECIF, a 2.ª maior área ardida do País.

A primeira zona afetada a ser visitada será o Concelho de Coruche onde lavrou um incêndio que consumiu perto de 570 hectares de florestas e matos.

A delegação do PEV será composta pelas dirigentes nacionais Manuela Cunha e Sónia Colaço e por outros elementos do Coletivo Regional de Santarém.

Programa

10h – Reunião com os Bombeiros Municipais de Coruche;
12h – Reunião com a Junta de Freguesia do Couço.


O Partido Ecologista Os Verdes
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
11 de agosto de 2016

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Os Verdes, solidários com ambientalista da SOS Tejo, condenam ataque ocorrido em Torres Novas


Os Verdes, solidários com ambientalista da SOS Tejo, condenam ataque ocorrido em Torres Novas


O Coletivo Regional de Santarém do Partido Ecologista “Os Verdes” está solidário com o ativista da SOS Tejo que, na passada segunda-feira, dia 25 de julho, foi aparentemente vítima de um ataque, em conjunto com o seu filho, junto à Ribeira da Boa Água afluente do Rio Almonda, no concelho de Torres Novas, no momento em que observava e registava as condições degradantes da Ribeira.

A confirmar-se este incidente conforme foi descrito na comunicação social, “Os Verdes” só podem lamentar e repudiar veemente tais facto que colocaram em causa a integridade física das pessoas envolvidas, pai e criança, a sua segurança e dos seus bens, mormente quando a sua motivação era a denúncia ambientalista ativa das diversas situações que, ao longo dos anos, têm contribuído para que a poluição no Rio Tejo e seus afluentes seja ainda uma realidade preocupantemente constante.

De acordo com a comunicação social o caso irá avançar para a Justiça, pelo que aos Verdes cabe deixar funcionar as instituições e prestar solidariedade para com todos os que defendem a natureza de modo geral, e os recursos ribeirinhos e o Tejo em particular, na convicção de que a participação livre e ativa de todos ajudará a solucionar os problemas que afetam a poluição dos recursos ribeirinhos, pelo que estaremos atentos a todas as denúncias e situações que ocorram de futuro.

O Coletivo Regional de Santarém de “Os Verdes”
28 de julho de 2016